Saltar para o conteúdo principal

Depressão e perturbações do humor

A depressão não é tristeza passageira nem falta de vontade. É uma alteração persistente do humor, da energia e da forma como a pessoa se vê a si própria e ao futuro.

Do que falamos

A depressão envolve, tipicamente, humor deprimido e/ou perda acentuada de interesse e de prazer nas atividades, durante um período prolongado. Vem frequentemente acompanhada de alterações do sono e do apetite, cansaço, dificuldades de concentração e sentimentos de culpa ou desvalorização.

Existem apresentações muito diferentes entre si — desde quadros ligeiros e prolongados até episódios graves — e a intervenção adequada depende dessa caracterização.

Como se pode manifestar

  • · Humor deprimido, vazio ou irritável na maior parte do dia.
  • · Perda de interesse ou de prazer em atividades habituais.
  • · Cansaço persistente e lentificação.
  • · Alterações do sono e do apetite.
  • · Dificuldades de concentração, memória e decisão.
  • · Sentimentos de culpa, inutilidade ou desesperança.
  • · Afastamento social e redução da atividade.

Quando pode fazer sentido procurar acompanhamento

Quando estes sinais se mantêm durante semanas, quando comprometem o funcionamento habitual, ou quando surgem pensamentos de morte ou de auto-agressão. Nesta última situação, o acompanhamento deve ser procurado com urgência.

Como pode ser feita a avaliação

Através de entrevista clínica, caracterização da história do episódio e de episódios anteriores, avaliação do impacto funcional, dos fatores de risco e dos fatores protetores, e — quando indicado — recurso a instrumentos psicométricos validados. É igualmente ponderada a articulação com medicina geral e familiar ou psiquiatria.

Em que pode consistir a intervenção

  • · Reativação gradual e planeada de atividades com significado.
  • · Trabalho sobre padrões de pensamento autocríticos e de desesperança.
  • · Regulação do sono, da rotina e do nível de exigência pessoal.
  • · Compreensão dos fatores relacionais e de contexto envolvidos.
  • · Prevenção de recaída.
  • · Articulação com acompanhamento médico, quando indicado.

O que esperar da primeira consulta

A primeira consulta destina-se sobretudo a compreender a situação atual: o que a trouxe até aqui, há quanto tempo, e de que modo isso está a interferir no seu dia a dia. É também um espaço para recolher a história e o contexto relevantes, clarificar necessidades e expectativas, e fazer uma avaliação inicial da adequação da psicoterapia.

No final, os próximos passos são definidos em conjunto. Se a psicoterapia não for a resposta mais adequada, isso é dito com clareza e são sugeridas alternativas.