Do que falamos
A obesidade é uma condição crónica e multifatorial. O acompanhamento psicológico trabalha as dimensões comportamentais, emocionais e relacionais que influenciam a alimentação, a atividade física e a adesão ao plano terapêutico definido pela equipa de saúde.
No contexto da cirurgia bariátrica, o acompanhamento psicológico é habitualmente parte do percurso, antes e depois da intervenção cirúrgica.
Experiência específica
Osvaldo Santos integrou uma equipa multidisciplinar de cirurgia bariátrica no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, com experiência consolidada no acompanhamento psicológico da obesidade grave.
Como se pode manifestar
- · Episódios de perda de controlo alimentar.
- · Comer em resposta a estados emocionais.
- · Ciclos repetidos de restrição e recuperação de peso.
- · Autocrítica intensa e vergonha corporal.
- · Dificuldade em manter mudanças de comportamento ao longo do tempo.
- · Impacto na vida social, profissional e relacional.
Como pode ser feita a avaliação
Através de entrevista clínica sobre a história de peso, o padrão alimentar, a atividade física, o sono, o funcionamento emocional e o contexto de vida. No contexto pré-cirúrgico, a avaliação inclui habitualmente expectativas face à cirurgia, compreensão das mudanças exigidas e identificação de fatores que podem dificultar a adaptação pós-operatória.
Em que pode consistir a intervenção
- · Preparação psicológica para o processo cirúrgico e para as mudanças que exige.
- · Trabalho sobre o comer emocional e os episódios de perda de controlo.
- · Estratégias de mudança comportamental sustentável.
- · Intervenção sobre imagem corporal e autocrítica.
- · Acompanhamento da adaptação no período pós-operatório.
- · Articulação com a equipa médica, cirúrgica e nutricional.
O que esperar da primeira consulta
A primeira consulta destina-se sobretudo a compreender a situação atual: o que a trouxe até aqui, há quanto tempo, e de que modo isso está a interferir no seu dia a dia. É também um espaço para recolher a história e o contexto relevantes, clarificar necessidades e expectativas, e fazer uma avaliação inicial da adequação da psicoterapia.
No final, os próximos passos são definidos em conjunto. Se a psicoterapia não for a resposta mais adequada, isso é dito com clareza e são sugeridas alternativas.