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Ajustamento psicológico à doença crónica

Viver com uma doença crónica implica, quase sempre, reorganizar rotinas, expectativas e identidade. O acompanhamento psicológico apoia esse processo de ajustamento.

Do que falamos

O diagnóstico e a gestão continuada de uma doença crónica — como a diabetes, a doença cardiovascular ou a doença oncológica — colocam exigências psicológicas específicas: lidar com a incerteza, com o tratamento, com as alterações corporais e com o impacto na vida familiar e profissional.

O acompanhamento psicológico não substitui o tratamento médico. Complementa-o, trabalhando o sofrimento associado, a adesão terapêutica e a qualidade de vida.

Como se pode manifestar

  • · Ansiedade antecipatória face a exames e consultas.
  • · Humor deprimido e perda de sentido.
  • · Dificuldade em aderir ao plano terapêutico.
  • · Alterações na imagem corporal e na sexualidade.
  • · Tensão e alterações nas relações familiares.
  • · Fadiga, alterações do sono e irritabilidade.

Quando pode fazer sentido procurar acompanhamento

Após um diagnóstico difícil, durante tratamentos exigentes, em fases de transição (fim de tratamento, recidiva, alterações funcionais), ou sempre que o sofrimento psicológico interfira com o funcionamento e com a adesão ao tratamento.

Como pode ser feita a avaliação

Através de entrevista clínica que integra a história da doença, o momento do tratamento, os recursos pessoais e sociais disponíveis, o impacto funcional e emocional, e os objetivos da pessoa para este acompanhamento.

Em que pode consistir a intervenção

  • · Apoio no processo de ajustamento ao diagnóstico e ao tratamento.
  • · Estratégias de gestão da ansiedade e da incerteza.
  • · Trabalho sobre adesão terapêutica e mudança de comportamento.
  • · Intervenção sobre imagem corporal e identidade.
  • · Apoio às relações familiares e de cuidado.
  • · Acompanhamento em processos de perda e de luto.

O que esperar da primeira consulta

A primeira consulta destina-se sobretudo a compreender a situação atual: o que a trouxe até aqui, há quanto tempo, e de que modo isso está a interferir no seu dia a dia. É também um espaço para recolher a história e o contexto relevantes, clarificar necessidades e expectativas, e fazer uma avaliação inicial da adequação da psicoterapia.

No final, os próximos passos são definidos em conjunto. Se a psicoterapia não for a resposta mais adequada, isso é dito com clareza e são sugeridas alternativas.